Vamos conhecer Sacra di San Michele em Piemonte?

A Sacra die San Michele é um dos lugares mais fascinantes da região de Piemonte; é o cartão postal da região e encanta seus visitantes. Hoje eu te levo para conhecer a belíssima Abadia de São Miguel.

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Vamos conhecer Sacra di San Michele em Piemonte?

A Sacra di San Michele, também conhecida como Abadia de São Miguel, é uma esplêndida construção e é o símbolo da região de Piemonte. Localizada no topo do Monte Pirchiriano, é de uma beleza esplêndida e chama atenção já de longe. Hoje vamos visitar a magnífica Sacra de San Michele, em Turim, na região de Piemonte. Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!!! Conheça também nossa Seção Hospedagens na Itália – Dicas para suas Férias!


Belíssimo vídeo da Sacra di San Michele!

(Fonte: Never Stop Exploring)


Nossa Introdução

A Sacra di San Michele é uma abadia localizada na região de Piemonte, mais precisamente no alto do Monte Pirchiriano. A estrutura foi erguida entre 983 e 987 d.C. e sua história é fascinante. Imponente ela domina o topo do Monte e nos oferece uma visão quase poética. O local ficou abandonado por quase dois séculos, mas isso não afetou em nada seu esplendor e, hoje, ela brilha de maneira magnífica. Agora vamos conhecer suas principais atrações.

1) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE O PORTAL CARLO FELICE

A abadia recebeu o portal como uma doação. É, hoje, o principal acesso da igreja e representa os braços de São Miguel, na parte inferior, e o diabo acorrentado, sendo dominado pelo Santo com uma espada, na parte superior. Belíssimo!

2) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE A ESTÁTUA DE SÃO MIGUEL

De uma beleza única, foi esculpida por Paul dë Doss-Moroder, e possui impressionantes 5,20 metros de altura.

3) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE A ESCADARIA DOS MORTOS

Íngreme, é uma escada esculpida diretamente nas rochas locais, fica logo após a entrada da abadia. Seu nome se deve por conta dos esqueletos dos monges conservados ali até 1930.

4) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE O PORTAL DO ZODÍACO

Realizada pelas mãos do Maestro Nicolao, um famoso arquiteto-escultor de Piacenza, foi batizado assim por conta de suas decorações inspiradas pelos signos do zodíaco e suas constelações. Uma curiosidade: é o mais antigo exemplo românico que fala do Zodíaco e de constelações. Os detalhes impressionam!

5) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE A TORRE DA ABADIA

Com aproximadamente 20 metros de altura, a torre da Abadia é um dos lugares mais bonitos do monumento, e é muito famosa pela lenda da jovem Alda. A lenda diz que durante a invasão de Barbarossa, uma jovem garota chamada Alda foi perseguida por um grupo de soldados e decidiu que morreria antes de ser capturada; em uma tentativa desesperada, ela teria se jogado da torre e, enquanto caia, rezou pedindo proteção para Nossa Senhora.

Na queda, Alda sentiu seu corpo flutuar e, dizem, que ela teria sido segurada por dois anjos, que a levaram em segurança até o chão. Impressionada, ela relatou o fato às pessoas, porém ninguém acreditava que isso, de fato, teria acontecido. Destemida, ela queria provar que dizia a verdade e tentou ‘reproduzir’ sua queda, porém, dessa vez, nada de anjos e dizem que o corpo de Alda se desfez em diversos pedaços, sendo que o maior deles que restou foi sua orelha.

6) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE AS ANTIGAS SALAS DOS SABÓIA

Não são as originais, mas sim uma reprodução das antigas salas onde os nobres Sabóia recebiam seus convidados e passavam seu tempo livre. As salas apresentam reproduções de peças, móveis e decoração do sáculo XIX e são lindas!

7) O que ver na Sacra di San Michele? VISITE A BIBLIOTECA

A biblioteca presente ali é de 1836 e coincide com a chegada dos Padres Rosminianos ao Monte Pirchiriano. O acervo de livros do local contém mais de 10.000 volumes e, inicialmente, continha somente de 300; embora a biblioteca seja ‘recente’, os volumes datam dos séculos XVII e XVIII.

Informações Úteis

Os horários de funcionamento mudam de acordo com as estações do ano: de novembro a fevereiro, de segunda a sábado, das 9h30 às 16h30; Domingos e 1 de novembro, 8 de dezembro, 1 de janeiro, 6 de janeiro: das 9h30 às 16h30 – das 11h15 às 13h entrada apenas para a Santa Missa). Dia 25 de dezembro: 9h3 às 12h00 e das 14h30 às 16h30 – das 11h15 às 13 admissão apenas para a Santa Missa. Já de março a outubro, de segunda a domingo, das 9h30 às 17h30; domingo das 11h15 às 13h00, admissão somente para a Santa Missa.

ATENÇÃO:

  • Para os dias em que a Sacra permanece fechada para visitação, funcionando somente para a missa! Entre no site para verificar os horários!
  • É necessário comprar ingresso e você pode comprar online ou in loco – custa 8 euros. Caso queira comprar online, basta clicar aqui! Você também pode optar por um tour guiado, nesse caso o ingresso custará 10 euros.

DICAS IMPORTANTES:

  • Por ser um local religioso, evite roupas curtas e decotes profundos, bem como ombros à mostra. Não leve bolsas e mochilas grandes, que incomodem – especialmente se visitar o local durante o verão, pois a zona é bem quente! Use sapatos confortáveis e, caso o chão esteja molhado, cuidado onde pisa: alguns trechos são bem escorregadios.

Um pouco mais sobre a Sacra di San Michele

A Sacra di San Michele, ou, oficialmente, a Abadia de San Michele della Chiusa, consiste em um complexo arquitetônico que fica na entrada do Val di Susa, em Turim, nos municípios de Sant’Ambrogio di Torino e Chiusa di San Michele, um pouco acima do povoado de San Pietro. A base do local impressiona: fica a 960 metros acima do nível do mar e, de lá, podemos ter uma vista incrível dos Alpes Cócios e do Vale do Pó. Em termos de arquitetura religiosa, é, sem nenhuma dúvida, uma das construções mais relevantes de toda a Itália e pertence, atualmente, à diocese de Susa.

O lugar tem muita história:

  • Do século XII ao século XV viveu o auge de seu esplendor histórico, e era um dos principais centros religiosos italiano;
  • Já no século XIX, a congregação dos Padres Rosminianos foi estabelecida no local.

Na época romana uma guarnição militar esteve presente ali, no mirante da Via Cozia. Dessa época podemos admirar uma placa, que marca o fato ocorrido e foi realizada em memória de uma das famílias romanas que viveu no local no século I, a família de Surio Clemente. O castrum romano foi usado pelos lombardos, das quais ainda há alguns vestígios na aldeia de Chiusa di San Michele. O culto a Miguel era praticado pelos lombardos, e foi herdado pelo imperador Frederico I Barbarossa, que o passou a tradição ao seu sobrinho Frederico II von Hohenstaufen, que por sua vez o incorporou em seu Reino.

Um pouco sobre o culto a San Michele

Precisamos frisar, porém, de que  o culto a San Michele não possui dados concretos de seu surgimento, muito menos documentação que comprovem seu nascimento; o que sabemos é que muitos pesquisadores trabalham com a hipótese de que a adoração por San Michele já existia no Val di Susa desde o século VI, período em que existia uma pequena capela dedicada ao Arcanjo.

Na verdade, no início da Idade Média, diversos edifícios religiosos começaram a ser erguidos por toda a Europa, e diversos deles foram (e são) dedicados ao Santo Arcanjo Miguel. A data de construção deste complexo foi determinada entre 983 e 987, e alguns estudiosos que dizem que ela pode ter sido construída entre 999 e 1002. As fontes mais seguras existentes hoje falam da época de São João Vicente, arcebispo de Ravena, que se retirou para uma vida de eremita nessa região e, por isso, entre o final do século X e o início do século XI a abadia teria surgido. Há uma lenda que diz que o ex-arcebispo teria tido uma visão de Miguel e que este teria lhe ordenado de erguer um santuário em sua homenagem. Por falta documental, pouco se sabe do início da construção do monumento.

Momentos Tenebrosos

Como nem tudo são flores, a Sacra passou por momentos tenebrosos, causado, principalmente, por políticos. Os fatos datam de 1362, quando o Príncipe Giacomo de Sabóia-Acaia, devido à sua insubordinação à Casa de Sabóia, foi totalmente privado de seus privilégios de realeza, bem como de suas posses. Seu filho, Filipe II de Savoy-Achaia, com uma sede de vingança quase maligna, saqueou a aldeia de Sant’Ambrogio di Susa e destruiu o Palácio da Abadia. Por absurdo que pareça, ele recebeu total apoio do então abade, Pedro III de Fongeret. Já em 1381, Amedeo VI de Sabóia, também chamado de Conde Verde, tomou uma decisão desesperada: ele pediu ao Papa Urbano VI diretamente que a autoridade do abade de Sacra fosse revogada, e foi a partir deste momento que o complexo perdeu sua autonomia e passou a ser administrada por um comendador. Com isso, o mosteiro perdeu interesse já no século XV e, cada vez mais, começou a ser abandonada.

O Abandono

Após quase dois séculos de abandono, no final do século XIX e começo do século XX, algumas intervenções de restauro começaram a ser desenvolvidas. A arquitetura do local passou por diversas mudanças e foram incorporados elementos neorromânicos à construção; também foram incluídas uma escadaria e arcobotantes da parte sul. A partir deste momento, a Sacra passou a ser tornar um lugar de oração e meditação. Toda a paz do local, porém, foi brevemente ameaçada em maio de 1944 pelos ocupantes alemães na Segunda Guerra Mundial.

Passado o pior, e já renascendo, em 1980 o escritor Umberto Eco trouxe a Sacra à luz novamente! Foi aqui que se inspirou para ambientar seu romance mais famoso: O Nome da Rosa. Outra importante passagem ocorrida aqui foi a visita do Papa João Paulo II, em 14 de julho de 1991.

A Restauração

Em 2016, foi anunciado um novo projeto de restauração e expansão de todo a Sacra, visando a melhoria do local para receber turistas e, na noite de 24 de janeiro de 2018, a Abadia foi tomada por um incêndio, que devastou parte da cobertura do mosteiro que, dizem, com a graça de São Miguel, foi refeito e hoje brilha esplendoroso.


Como chegar a Sacra di San Michele?


1) Como chegar a Sacra di San Michele? DE TREM

Utilize o trem que liga Torino-Susa ou Torino-Bardonecchia com a estação de Avigliana. Da estação ferroviária de Avigliana é possível pegar um táxi, mas vale lembrar que, do dia 1 de abril a 31 de outubro, aos sábados, domingos e feriados, é possível usufruir do serviço de transfer. Você também pode ir de ônibus (Linea 253 Avigliana FS – Sacra di San Michele) que custa 2,20 euros, demora meia hora até o monumento e parte da Piazzetta De André nos seguintes horários: 9h00, 10h00, 14h00, 16h00, 18h00. Desça, claro, na última parada.

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2) Como chegar a Sacra di San Michele? DE CARRO

Utilize a autostrada A32 Torino-Bardonecchia em direção a Frejus. Pegue a saída para Avigliana Centro. Siga as indicações para Giaveno – Sacra di San Michele e pegue o túnel. Ao sair do túnel, na rotatória, pegue a primeira saída e siga em direção a Laghi di Avigliana – Giaveno. Na terceira rotatória, use a segunda saída para Giaveno e siga as indicações para Sacra di San Michele. O estacionamento fica no Piazzale Croce Nera (1,50 euros/h), dali, a pé, você chega até a Sacra em 15 minutos de caminhada. Leia também VIAJANDO DE CARRO NA ITÁLIA: EXEMPLOS DE ROTEIROS

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Conclusão

Vamos conhecer Sacra di San Michele em Piemonte? Um dos lugares mais bonitos da Itália é, sem nenhuma dúvida, a Sacra di San Michele. Com toda sua simplicidade, mas ao mesmo tempo com toda sua elegância, charme e história, é um lugar, realmente, imperdível para quem está em Turim.

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