Saiba tudo sobre a Galeria dos Ofícios em Florença!

Reduto de inestimáveis obras de arte e incontáveis histórias, hoje conheceremos um pouco mais sobre a Galeria dos Ofícios!

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Saiba tudo sobre a Galeria dos Ofícios em Florença!

A Galeria dos Ofícios em Florença, Toscana, foi o lugar escolhido para abrigar uma das obras de arte mais importantes de todos os tempos: “O Nascimento de Vênus” de Botticelli, mas o local nos oferece ainda uma infinidade de obras fantásticas realizadas por grandes artistas. Vem comigo que te conto tudo agora! Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!! Conheça também nossa Seção sobre Exemplos de Roteiros Turísticos na Itália!

Nossa Introdução

Florença, capital da Toscana, é um verdadeiro centro cultural! Com diversos monumentos e atrações, a cidade abriga museus maravilhosos e cheios de cultura, história e obras de arte de valor inestimável. Um desses museus é, sem dúvida, a Galeria dos Ofícios. Vamos pra lá hoje? Vem comigo! Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!!! Conheça também nossa Seção Exemplos de Roteiros Turísticos na Itália!

Saiba tudo sobre a Galeria dos Ofícios em Florença!

A História da Galeria

A capital da Toscana é conhecida por ser o Berço do Renascimento! É uma cidade histórica, cultural, e teve um papel muito importante, firmando seu nome nas páginas da história de um dos países mais impressionantes do mundo, nossa querida Itália.

Florença nos apresenta uma imensa gama de atrações e, entre as mais visitadas, estão seus inacreditáveis museus. Hoje vamos conhecer melhor um dos museus mais celebrados do mundo: a Galeria dos Ofícios ( Galleria degli Uffizi ) de Florença.

A Galeria dos Ofícios é considerada o Louvre italiano! Com essa frase podemos ter uma pequena dimensão do que estamos falando! A Galeria Uffizi foi construída entre os anos de 1560 e 1580 por Giorgio Vasari. O local foi encomendado por Cosimo I de Medici, que foi o primeiro Grão-Duque da Toscana.

O objetivo inicial do edifício era abrigar os escritórios de magistrados, juízes, técnicos e comerciantes de Florença e, por isso o nome: Galeria dos Ofícios. O edifício apresenta-se com um belo pórtico com colunas dóricas e um aspecto elegante e severo. Ali também podemos admirar um belo Corredor, que leva o nome de Vassari (Corredor Vassari) e que une, através da Uffizi, o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, passando por cima da Ponte Vecchio e atravessando a igreja de Santa Felicita, bem como alguns outros edifícios adjacentes, antes de chegar “ao destino final”, ou seja, nos Jardins Boboli.

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A Arquitetura

Em forma de U, o edifício precisava de espaço para ser construído em todo seu esplendor e, para isso, o local escolhido para sua construção precisou ser “limpo”, ou seja, foi necessário demolir alguns edifícios que já estavam ali como a Igreja de San Pier Scheraggio. Essa igreja, no entanto, era muito antiga e importante; românica do século XI, a igreja possuía um grande valor cultural e, por isso, algumas partes dela foram mantidas, como os arcos e as colunas dos pavilhões.

Infelizmente Vasari faleceu em 1574, antes de ver sua construção concluída e, por isso, o projeto passou para as mãos de outros dois importantes arquitetos: Bernardo Buontalenti e Alfonso Parigi, o Velho. Foram eles os responsáveis pela finalização da obra e por presentear o mundo com essa verdadeira jóia!

A Família Médici

Outro grande responsável por tornar a Galeria dos Ofícios no que ela é hoje foi o grão-duque Francesco I de Medici. Amante da arte, ele foi o responsável pela criação – propriamente dita – da Galeria que, inicialmente, foi instalada em 1581 no segundo andar do prédio.

O coração do museu, naquela época, era a sala octogonal da Tribuna, que é uma espantosa invenção de Buontalenti, concluída somente em 1584. A sala é uma representação alquímica dos Quatro Elementos e é de uma beleza que impressiona até mesmo os olhares mais exigentes. A partir desse momento, as coleções do museu começaram a crescer, já que cada membro da família adquiriu diversas obras ao longo dos anos.

Além de obras de arte, diversas outras coleções começaram como as coleções de pedras preciosas, de armas e até mesmo instrumentos científicos, como alguns que pertenceram a Galileu Galilei (que hoje estão abrigados com reverência na Câmara Especial de Matemática).

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O Legado

Em meados do século XVIII, toda essa preciosidade correu o risco de ser extinta: isso porque havia acabado a hegemonia dos Medici e o futuro das coleções era incerto. No entanto a descendente direta da antiga linhagem dos banqueiros florentinos, Anna Maria Luisa de Medici, decidiu impor o famoso Pacto da Família ao novo grão-duque da cidade.

Seu argumento, muito válido, foi de que o legado da família Medici não poderia se perder, já que possuía um valor cultural imensurável. Em 1737 o grão-duque aceitou o Pacto e declarou a coleção dos Medici como “decoração do Estado, para o desfruto do público e para atração da curiosidade dos estrangeiros”. Junto com o documento oficial há também uma espécie de inventário onde estão registradas todas as obras e seus devidos detalhes.

Em 1789 a Galeria foi aberta ao público pelo Grão-Duque Pietro Leopoldo, o membro mais importante da casa austríaca dos Habsburgo-Lorena, a nova dinastia do Grão- Ducado da Toscana até a unificação da Itália. Já a partir de 1769 a Galeria foi totalmente reorganizada, catalogada e disposta por ordem dos períodos artísticos das obras presentes ali.

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As Coleções

As coleções foram divididas por tipo e destinadas a locais específicos. Para as coleções científicas, foi criado o Museu de Física e Ciências Naturais, conhecido como o Specola. Algumas esculturas renascentistas, durante o século XIX, foram para os corredores da Galeria, batizando a ala de Galeria das Estátuas, e tantas outras foram transferidas para o Museu Nacional do Bargello.

Entre as peças etruscas, várias delas foram destinadas ao Museu Arqueológico e, por fim, no século XX a galeria foi enriquecida com diversas obras do patrimônio de igrejas e conventos, além de doações de coleções particulares e algumas compras realizadas pelo Estado.

A Galeria é imensa e se divide em impressionantes 93 salas – com 50 abertas ao público. Evidente que passaríamos a vida aqui se fôssemos falar detalhadamente de cada uma delas e, por isso, reunimos aqui o “crème de la crème”! Vamos lá?

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Góticos e Renascentistas

O passeio começa no segundo andar, na sala 2. Aqui você encontra diversas pinturas dos séculos II e XIV. Aqui você encontra as Majestades de Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Giotto ilustram Nossa Senhora com Jesus no colo, sentada no trono e rodeada de Anjos e Santos.

Ao compararmos as obras, fica clara a mudança artística que ocorreu na Itália no final do século XIII. Enquanto nos séculos XI e XIII a escultura e a arquitetura já tinham conhecido a Europa Ocidental e nos traziam uma linguagem original com estilos românico e gótico, a pintura ainda era muito dependente do estilo bizantino grego.

O Gótico Internacional ganha destaque nas salas 5 e 6. Entre as belas obras nessas salas, destaca-se Adoração dos Magos, de Gentile da Fabriano, assinada e datada de 1423. Esse é um belíssimo exemplo de outra mudança artística na Itália: a passagem do gótico cortês para o renascentista. A representação aqui nos apresenta trajes suntuosos e muita riqueza em suas molduras com seus fundos dourados.

Na sala 7 encontramos o Início do Renascimento. Aqui você encontra diversas obras do início desse movimento artístico que mudou a história da arte no mundo. Nas obras desta sala estão presentes todos os elementos que caracterizam a nova arte: a representação do espaço tridimensional em perspectiva, o estudo da luz natural e a centralidade do homem com o estudo da anatomia.

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Leonardo Da Vinci e Sandro Botticelli 

Nas salas 8 e 9 você pode admirar grande parte das obras de Filippo Lippi. Na sala 8, no entanto, merece destaque a famosa Nossa Senhora e o Menino com Dois Anjos (1465). Aliás, todas as obras em que Filippo retrata Nossa Senhora, ele consegue nos transmitir uma graça e um afeto que são quase indescritíveis.

Entre as salas 10 e 14 encontramos uma das obras mais celebradas do museu: O Nascimento de Vênus e a Primavera, ambas de Sandro Botticelli. Essas são as obras que mais representam a expressão da cultura humanista florentina inspirada no Renascimento pagão. As duas obras foram realizadas, sob encomenda, para a família Medici.

Leonardo Da Vinci também tem uma sala só pra ele. É a sala 15. Nessa sala ficam abrigadas duas das primeiras obras do artista: o Batismo de Cristo e a Anunciação. A primeira é famosa por ser o primeiro trabalho de pintura de Leonardo.

Na realidade, a maior parte da pintura foi realizada por seu mestre, Andrea del Verrocchio; apenas o anjo, no fundo, é de Leonardo. A Anunciação (realizada por volta de 1472) é inteiramente de Leonardo e ele a pintou com apenas vinte anos de idade. Já naquela idade ele tinha seu próprio estilo, delicado e gentil,  o que fez dele um dos maiores artistas de todos os tempos.

O Grande Michelangelo

Na sala 35 encontramos uma dedicatória especial ao Tondo Doni, de Michelangelo. Essa é a única pintura realizada a têmpera atribuída a ele. O tema da obra é a Sagrada Família e ela foi encomendada por Agnolo Doni e Maddalena Strozzi, em 1506. Em termos temporais, concluímos que essa pintura foi realizada entre a execução da estátua de Davi, concluída em 1504, e os afrescos da Capela Sistina, que começaram a serem feitos em Roma em Maio de 1508. A moldura é original e foi esculpida na oficina Del Tasso a partir de um desenho realizado pelo próprio Michelangelo.

Galeria oficios

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Raffaello

Sigamos para o primeiro andar, onde ficam as salas restantes do museu. Como disse anteriormente, seria impossível falar de todas as salas, mas, se possível, faça seu passeio com tempo. Não visite a Galeria com pressa pois todas as salas são belíssimas e sempre nos apresentam algo muito interessante.

No primeiro andar, seguimos para a Sala 66. Essa é uma sala dedicada às obras de Raffaello. Em Florença foi ele o responsável pela execução Madonna do Pintassilgo, obra que demorou 10 anos para ser restaurada. A obra, na verdade, desmoronou sob os escombros da casa de Lorenzo Nasi, em 1547 e, ao longo dos séculos, passou por tantas restaurações pesadas e equivocadas, que a fizeram perder todo seu esplendor original. Essa obra é um trabalho que mostra toda a influência de Leonardo da Vinci no estilo que Raffaelo. Da Vinci foi seu mestre e Raffaelo estudou com ele durante a estadia de Leonardo em Florença, entre 1504 e 1508.

Ticiano e a Vênus de Urbino

Agora vamos para a sala 83. Aqui podemos admirar uma nova representação da deusa do amor, Vênus, e ela se oferece à admiração dos visitantes de uma maneira quase mágica. Estamos falando da Vênus de Urbino, de Ticiano, e essa pintura é o maior representante da escola veneziana do século XVI.

Para Ticiano o que menos importava era o desenho, mas sim a cor e a combinação entre elas. Trezentos anos depois, esse é um dos exemplos mais lindos para os impressionistas. A Vênus de Ticiano é feita como um humano de fato, e como a de Botticelli, nos lembra uma estátua grega, divina, intocável e imortal.

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O Gênio Caravaggio

Para finalizarmos, chegamos à sala 90, que é a sala dedicado ao esplêndido Caravaggio. Considerado gênio, ele foi o responsável pela renovação da pintura: não só na Itália, mas também na Europa toda no início do século XVII.

Os elementos do estilo caravaggesco são o realismo que contrastam com a luz e com a escuridão. A escuridão não é somente um jogo de luzes, é também simbólica: luz é graça, escuridão é pecado e desespero.

Ao usar sua técnica única, ele colocou em suas obras o reflexo dos acontecimentos biográficos dele mesmo, combinando seu talento na arte com a imprudência em sua vida pessoal. Nas obras dele que estão expostas nos Uffizi, o que mais chama atenção é, sem dúvida, o terrível olhar da Medusa, que se destaca como viva do fundo escuro, e os impressionantes detalhes da belíssima obra que retrata Bacco.

Informações úteis

Horários de funcionamento: de terça a domingo, das 9h00 às 18h50.

  • As operações de encerramento começam às 18h35. Não abre às segundas-feiras, 1º de janeiro, 1º de maio, 25 de dezembro.
  • No primeiro domingo de cada mês, o museu abre em horário normal e a entrada é gratuita para todos. Não há possibilidade de comprar ingressos online para esses domingos.
  • O museu funciona em todos os feriados não indicados acima, porém, caso o feriado caia em uma segunda-feira, a Superintendência do museu decidirá se fará uma abertura extraordinária para esse dia
Ingressos:
  • Na alta temporada – entre 1 de março a 31 de outubro, 20 euros. Preço reduzido, 2 euros (cidadãos da União Europeia entre 18 e 24 anos);
  • Baixa temporada, entre 1 de novembro a 28/29 de fevereiro: 12 euros; reduzido 2 euros (cidadãos da União Europeia entre 18 e 24 anos).
  •  Endereço: Piazzale degli Uffizi, ao lado da Piazza della Signoria.

Dica de Ouro

  • A Galeria dos Ofícios é um dos museus mais visitados de Florença. Uma forma de evitar as filas é adquirindo o bilhete antecipadamente! Isso te dará acesso prioritário na entrada do museu. Clique no banner abaixo para adquirir o seu!


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Conclusão

Saiba tudo sobre a Galeria dos Ofícios em Florença! Sugiro que vocês comprem os ingressos com antecedência e visitem a Galeria sem pressa, pois ela é realmente um lugar muito especial. Divirtam-se!

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