O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta?

Valle d'Aosta está no noroeste da Itália e faz fronteira com a França e com a Suíça. Nos Alpes ocidentais, a região é conhecida pelos picos nevados de montanhas famosas como Matterhorn, Mont Blanc, Monte Rosa e Gran Paradiso. Hoje vamos passar quatro dias em Valle D’Aosta.

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O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta?

Com cidades cheias de charme, beleza e natureza abundante, a região do Valle D’Aosta, no noroeste italiano, é uma das mais bonitas de todo o território. Fazendo fronteira com França e Suíça, é o destino para todos os tipos de público. Hoje trago para vocês um breve itinerário do que fazer na região em quatro dias. Vamos ver o que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!!! Conheça também nossa Seção Hospedagens na Itália – Dicas para suas Férias!


Conheça o Valle D’Aosta!

(Fonte: Pasja 4K)


Nossa Introdução

Hoje nós vamos falar da menor região italiana, mas também uma das mais bonitas: Valle D’Aosta.  A região é a menor região italiana, tanto em superfície quanto em população: possui apenas 74 comuni em uma área de 3 263 km² de superfície e conta com cerca de 124.000 habitantes. É uma zona totalmente montanhosa e, ao norte, faz fronteira com a Suíça, a oeste ‘encontra’ com a França e ao sul e a leste se ‘une’ a Piemonte. É uma região que pode ser visitada em qualquer período do ano e, tenha certeza, é ideal para quem quer fugir da grande massa turística, ter contato com a natureza e viver momentos da paz e tranquilidade. Vamos começar nossa viagem? Saiba tudo aqui sobre o Valle D’Aosta!

DICAS IMPORTANTES!

1) O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? PRIMEIRO DIA

Acorde cedo, se prepare e comece a aventura! Hoje vamos dedicar nosso dia aos castelos mais belos da região. Nossa primeira parada é o Castel Savoia, na localidade de Gressoney-Saint-Jean. Essa é a atração mais longe de todas as outras e acaba sendo ‘fora de mão’, por isso a colocamos para o primeiro dia, assim você pode seguir caminho sem ‘sair da rota’ posteriormente.

Visite o Castelo Gressoney-Saint-Jean

O Castelo foi erguido a pedido da Rainha Margherita de Sabóia, que desde 1889 frequentava Gressoney como hóspede dos barões Beck Peccoz. O Castelo de Savoia é belíssimo e fica nos pés do Colle della Ranzola. Ali você encontra um belvedere magnífico que domina todo o local. A residência acolheu a Rainha até 1925, um ano antes de sua morte; o castelo foi comprado após a morte da rainha pelo industrial milanês Moretti, em 1936 e, em 1981, o castelo tornou-se propriedade da Região Autônoma do Vale de Aosta.

O edifício tem uma forma central quase retangular, e é ladeado por cinco torres cuspidadas, uma diferente da outra; o responsável pelo projeto foi o arquiteto Emilio Stramucci, que também criou as decorações neobarrocas para o Palácio Real de Turim e para o Palácio Quirinale de Roma. O Castelo de Savoia possui um estilo medieval, e seu exterior é revestido com pedra de cantaria cinza. Dentro do local, os tetos se apresentam em caixotões, e os móveis são de inspiração medieval, tudo obra do entalhador de Turim Michele Dellera, fornecedor da Casa Real. O castelo está dividido em três andares sendo o térreo, com as salas de estar; o piso nobre, com os aposentos reais e no segundo andar (não aberto à visitação), e que era reservado aos senhores da corte. Os móveis vistos ali são autênticos bem como as tapeçarias que decoram as paredes: lindas, feitas em tecido de linho e seda, decoradas com efeito chiné. O ingresso custa 5 euros e você pode comprar online. Atenção aos horários, pois se alteram conforme as estações do ano. Para todas as informações adicionais e, também, para comprar ingressos, você pode clicar aqui!

Visite o Castelo de Issogne

Agora seguimos para o Castelo de Issogne, a cerca de uma hora de viagem dali. Esse é outro castelo famoso e característico da região! Era, na verdade, dois edifícios distintos e, depois, foram ampliados e unidos. Mas em entre 1490 e 1510, pelas mãos de Giorgio di Challant, que era prior de Sant’Orso, o local foi radicalmente transformado e se tornou uma castelo. Giorgio fez dele uma majestosa residência para sua prima, Margherita de La Chambre. É dessa reforma a imagem que vemos hoje: uma construção belíssima, em forma de ferradura, com uma linda vista para um grande pátio e para seu jardim italiano. Ali podemos ver diversas pinturas de personagens e heróis importantes da história italiana; o pórtico do térreo era decorado com uma série de lunetas e afrescos de cenas da vida cotidiana e, também do pátio, erguia-se a famosa fonte de ferro forjado del Melograno, símbolo da prosperidade. Depois de seu auge, no século XVI, a residência começou a ser abandonada e em 1872 foi comprada pelo pintor Vittorio Avondo. Ele restaurou o local cuidadosamente e o doou ao Estado em 1907. Hoje a propriedade é da Região Autônoma do Vale de Aosta e ainda nos apresenta alguns elementos do mobiliário original que, juntamente com inúmeros objetos domésticos, nos apresentam o cenário final do século XV. O local possui três andares e é belíssimo! Para comprar os ingressos (5 euros) e informações sobre horários, você pode clicar aqui!

Visite o Castelo de Verrès

Para fecharmos o dia, vamos para mais uma joia da região: o Castelo de Verrès, que fica muito perto do Castelo de Issogne.  O Castelo de Verrès foi construído no topo de um pico rochoso que domina a vila. Os primeiros registros deste castelo surgem em 1287 e consta como propriedade dos senhores De Verretio. Ibleto di Challant, membro de uma das principais famílias nobres do Vale de Aosta, fez com que o local assumisse a sua forma atual. O castelo, ao contrário dos outros castelos da região, é formado por diversos edifícios que ‘param’ em uma parede e nos lembra um bloco, com cerca de trinta metros de cada lado. Se parece muito com um forte militar, embora em seu interior, se apresente delicado e elegante, graças à escadaria do pátio, a decoração das janelas, as portas e as estantes das lareiras monumentais. É, de fato, lindíssimo! Em meados do século XVI, após a extinção da família, o castelo começou a entrar em declínio e ficou abandonado por mais de três séculos. No final do século XIX o local foi restaurado e, hoje, é uma das atrações mais visitadas de toda a região do Valle D’Aosta. O ingresso custa 3 euros e, para maiores informações, você pode clicar aqui! Depois de um dia vivendo como reis e rainhas, nada melhor do que um belo descanso!

DICA DE OURO:

  • A região possui diversos castelos! Se quiser ter acesso à lista completa, você pode visitar o site de Guias Turísticos de Aosta!

2) O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? SEGUNDO DIA

Hoje iremos para o esplêndido Lago Blu. O Lago Azul fica localizado no sopé do Monte Rosa e é um dos destinos mais populares do alto de Val d’Ayas.

Visite Val d’Ayas.

Antes de tudo, precisamos falar um pouco dessa cidade magnífica: Val d’Ayas. O município de Ayas fica na cabeceira do vale tocado pelo fluxo de Evancon e dominado pelo Monte Rosa e seus picos. A paisagem aqui é muito variada e nos apresenta geleiras e rochas duras que se mesclam com prados e pastagens de leve inclinação. A cidade é ‘dividida’ em numerosas pequenas aldeias e cada uma delas nos apresenta suas próprias paisagens e características arquitetônicas diferentes uma das outras. O local mais famoso por aqui é Champoluc, a 1568 metros de altitude, e que com, apenas 1380 habitantes, recebe seus turistas com carinho e atenção, mas partimos para o Lago saindo de Saint Jacques, a uma altitude de 1689 metros.

Visite Fienry 

Subimos 550 metros, mas com tranquilidade em uma inclinação muito delicada. A caminhada dura cerca de 2 horas e os arredores do local não nos deixa perceber o tempo passar. Uma parada estratégica em Fienry é bem vinda e, Fienry é uma das aldeias mais antigas do Val d’Ayas. Daqui, siga à direita até chegar ao Pian di Verra Inferiore. Já podemos avistar o esplêndido Monte Rosa e, daqui até o Lago, basta atravessar o planalto ali presente. Ultrapassado o planalto, após meia hora de uma subida que pode ser um pouco ‘chatinha’, o esforço compensa: o encontramos, finamente, nosso imponente, sedutor e com uma cor turquesa hipnotizante, o Lago Blu. O Lago forma um espelho de água cristalino onde o Monte Cervino, terceiro maior pico da Itália, com 4478 metros de altitude, reflete de forma poética.

DICA:

  • Daqui partem diversas trilhas para quem quiser explorar mais e melhor essa região. Tanto no verão quanto no inverno, é possível percorrer os caminhos de forma segura e há níveis de dificuldade para todos os aventureiros. Caso esteja indo no inverno, utilize sapatos apropriados para neve, já que em alguns pontos do trajeto pode ser necessário.
  • Importante: NUNCA saia da trilha demarcada! Siga sempre as indicações presentes ali. Outra coisa: siga seu ritmo! Não precisa ter pressa! Se estiver fazendo o trajeto durante o verão, utilize protetor solar e roupas leves; no inverno utilize roupas que te aqueçam, e, como já citamos, sapatos apropriados, pois faz um frio considerável naquela zona. Lembre-se de se manter sempre hidratado, em qualquer estação do ano. Saiba aqui tudo sobre o Clima na Itália!

Visite Chamois

Depois da visita ao Lago Blu, você pode visitar a charmosa cidade de Chamois. Localizada a 1815 metros de altitude, é o município mais alto do Vale de Aosta. Você só pode chegar aqui caminhando, ou de teleférico, já que é proibido o tráfego de veículos automotores no centro habitado. O bilhetes custa 5 euros por pessoa. A cidade é uma das “pérolas dos Alpes”, um título que recompensa municípios montanhosos que se preocupam com a sustentabilidade ambiental e hospitalidade em relação aos seus visitantes. Ali você não pode deixar de visitar o centro da cidade, que é de uma elegância impressionante. Depois de passar momentos únicos: vale um descanso!

3) O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? TERCEIRO DIA

Impossível estar na região do Valle D’Aosta e não visitar, claro, Aosta! A cidade é uma delícia e, sem dúvida, merece uma visita com calma, embora seja possível conhece-la em um dia. Vamos conhecer as atrações da Aosta:

Visite o Arco de Augusto e a Porta Praetoria

Logo na cidade já podemos ver o belíssimo Arco de Augusto. O arco foi construído para celebrar a figura do imperador Augusto e foi dedicado à vitória dos romanos sobre a população das lajes que viviam na área. É belíssimo. Caminhando pela cidade, encontramos três entradas e duas muralhas laterais, é a Porta Praetoria. Monumental, a porta é feita de lajes ricas em Mármore Bardle e Carrara. Em tempos medievais, essa porta era ocupada por uma família nobre que morava na torre defensiva colocada no lado norte e que hoje abriga o posto de informações turísticas. A arquitetura é incrível!

Visite o Teatro Romano

Dali seguimos para o centro histórico, que também é um charme! Sem dúvida, imperdível por ali, é o Teatro Romano. Seus vestígios só comprovam a grandeza da estrutura e o monumento ainda sobrevive de forma lindíssima: possui 60 metros de comprimento e 22 de altura. Caminhando por ali, podemos entender a estrutura do edifício que se apresenta em três níveis, sendo os espaços para a orquestra, o proscênio e as salas de serviço.

DICA:

  • Ali perto, na época do Natal e Ano Novo, acontecem os famosos mercadinhos de Final de Ano. Comida, bebida e artesanato se apresentam de maneira quase irresistível aos visitantes nas diversas bancas montadas ali. Vale, MUITO, a pena!

Visite a Catedral de Santa Maria Assunta

Impossível não citarmos a Catedral de Santa Maria Assunta. Erguida no local onde a Domus Ecclesiae já estava no século IX. A igreja atual é assim hoje porque o bispo Anselmo solicitou um edifício de culto impressionante e que pudesse receber cultos religiosos. O exterior da catedral é caracterizado pela bela fachada renascentista que nos apresenta afrescos e estátuas de terracota, que narram a história da Virgem Maria. Dentro da igreja, são notáveis dois mosaicos do piso do coro e as belas janelas de vidro coloridas atrás. Não deixe de visitar também os afrescos Otonianos, localizado no sótão: são impressionantes.

Visite a Piazza Chanoux e o Caffé Nazionale

Para fechar o dia, faça uma caminhada tranquila pela cidade a observe a movimentação. Um excelente local para isso é a esplêndida Piazza Chanoux. As ruas do centro ainda nos mostra a estrutura ortogonal da antiga cidade romana e, hoje, ali, as ruas são comerciais cheias de restaurantes, bares e lojas. A Arcada da Câmara Municipal, que domina a paisagem, abriga duas estátuas neoclássicas que simbolizam os dois principais cursos de água em Aosta: o Dora Baltea e o córrego do Buthier. Não deixe de tomar um café no histórico Caffé Nazionale: uma experiência deliciosa. Depois de um dia tranquilo em uma das cidades mais lindas da Itália, um belo descanso é mais do que bem vindo! Saiba tudo sobre a Aosta aqui!

4) O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? QUARTO DIA

Vamos para um dos lugares mais VIPs de todo o Valle D’Aosta! Vamos para a maravilhosa Courmayeur. A 1200 m de altitude, Courmayeur é um dos lugares mais incríveis de toda a Itália. No centro da cidade, cruzada pela Via Roma, há diversas lojas, boutiques e cafés, onde você pode desfrutar do encanto desta pequena cidade. Caminhando pelo centro, você pode admirar a bela Igreja de San Pantaleone, cuja aparência atual vem desde o ano de 1722, embora que a primeira citação desse local tenha sido no século XIII. Na praça em frente à igreja, você pode observar uma Estátua de Abbé Henry, grande figura de sacerdote-erudita valdostano; a obra é do escultor Nicoletta (1966). Abbé Henry foi o criador do jardim botânico que fica ali perto; o local abriga 250 variedades de plantas e, sem sua maioria, foi coletada em viagens de Abbè ao redor do mundo; 150 dessas flores são exóticas. Já na Piazza Petigax, podemos ver uma torre do século; já no século XV, a torre tornou-se propriedade da família Avise, que ficou com o local até o século XVIII e depois a doou ao comune. Hoje o local é um centro de exposições.

IMPERDÍVEL é o Skyway Monte Bianco

A subida de Punta Helbronner (com seus 3466 metros de altura) através do Skyway Monte Bianco é divina! O teleférico rotativo é bem futurista e uma experiência única, onde em poucos minutos você alcança o topo panorâmico do Punta Helbronner para desfrutar de uma vista magnífica da cadeia de Alpes. Para saber mais sobre Skyway e o terraço panorâmico, clique aqui. Ah, faça uma parada no Pavillon du Mont Fréty e visite seu jardim botânico, em Saussurea, que é o mais alto da Europa e nos oferece uma coleção incrível de 900 plantas alpinas pertencentes a cadeias montanhosas de todo o mundo.

Bom Saber…

Claro que fazer um itinerário de quatro dias nessa região incrível chega a ser até ‘injusto’, pois muitas atrações incríveis ficam de fora, porém, com quatro dias a disposição, você já pode ter uma ideia do que essa região mágica tem para te oferecer. Quer um roteiro detalhado? Quer conhecer mais do Valle D’Aosta? Fale comigo! Que tal montarmos uma viagem incrível por essa região cheia de encantos?


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Conclusão

O que fazer em quatro dias em Valle D’Aosta? Em quatro dias em Valle d’Aosta  é possível ver alguns dos pontos mais interessantes da região, mas se quiser conhecer mais, e melhor, dedique, pelo menos, 10 dias a essa região belíssima que, com toda certeza, vai te impressionar em todos os sentidos.

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Se você se sentir inseguro ou não tem tempo, e precisa de ajuda para organizar sua viagem, não hesite em me procurar ! Vou adorar ajudar você a realizar sua tão sonhada viagem para a Itália. E como posso fazer isso? Continue lendo esse post até o fim e você entenderá como facilitamos a sua vida e a sua viagem:)

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