Uma Análise Detalhada da Capela Sistina?

Uma das capelas mais famosas do mundo é também uma verdadeira obra de arte. Hoje vamos analisar detalhadamente a Capela Sistina para você viajar com todo conhecimento sobre esse lugar que respira arte e beleza!

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Uma Análise Detalhada da Capela Sistina?

A Capela Sistina é um dos cartões postais italianos mais famosos do mundo. Com obras de valores inestimáveis, é um dos lugares mais visitados da Itália e, sem nenhuma dúvida, um dos mais lindos. Hoje vamos conhecer com mais detalhes a impressionante Capela Sistina. Agora vamos ao nosso Post Especial do dia: Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? Fique com a gente e faça o melhor do país da bota! Aqui no Viajando para Itália você realiza a viagem dos seus sonhos!!! Conheça também nossa Seção Hospedagens na Itália – Dicas para suas Férias!

1) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? CONHEÇA SUA HISTÓRIA

A história da Capela Sistina começa em 1471, quando o Francesco della Rovere da Ligúria foi eleito para o trono papal sob o nome de Sisto IV. O Papa Sisto era um homem ambicioso e com uma cultura impressionante, era amante de livros e arte, e durante seu mandato como Papa, Roma se tornou o centro de atração dos intelectuais mais importantes da época. Foi ele quem enriqueceu a biblioteca do Vaticano com clássicos preciosos. Ali ele criou o primeiro centro cultural italiano que, futuramente, seria os museus Capitolinos.

Quando falamos de cultura na Itália, é seu nome que está diretamente ligado a essa expansão. O Papa começou a construir sua Magna Capela e, embora os documentos não nos ajudem a estabelecer com precisão a data de início da obra e o nome do arquiteto responsável, a maioria dos estudos afirma que o edifício começou a ser erguido no ano de 1477 pelas mãos do arquiteto Baccio Pontelli. As dimensões da Capela são estupendas: 40 m de comprimento, 13 de largura e quase 21 metros de altura até o topo. Diversos especialistas encontraram várias semelhanças da Capela com as medidas e proporções do lendário templo de Salomão, em Jerusalém. O objetivo do Papa era, de fato, impressionar e não ser superado. Leia também Por que visitar a Capela Sistina? e obtenha todas as informações para visitação da Capela Sistina!

2) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? CONHEÇA SUA DECORAÇÃO INTERNA

Vista do lado externo, a Capela Sistina lembra uma fortaleza sólida e austera, com janelas altas e estreitas e sem paredes decorativas. À primeira vista não chega a impressionar, nem por suas dimensões, mas seu verdadeiro “show” fica do lado de dentro, onde a decoração é rica e preciosa. Papa Sisto IV de autodenominava “talentoso”, impossível, porém, discordar! Para idealizar e colocar em prática algo tão grandioso era, mesmo, preciso ter talento, requinte, conhecimento e bom gosto.

3) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? CONHEÇA O TETO DA CAPELA

Para o teto o Papa escolheu, inicialmente, um céu estrelado, como o que Giotto nos deixou na Capela Scrovegni, em Pádua – obviamente com o quádruplo de suas dimensões originais, já nos espaços entre as janelas, ele queria que fossem mostrados os retratos dos papas que o antecederam.

4) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? CONHEÇA A PAREDE DO ALTAR

Para a parede do altar ele fez questão que fosse pintada a Assunção ao céu da Virgem Maria, já nas paredes longas e do lado oposto às cenas do altar, ele queria retratar a vida de Moisés e de Cristo. Vale lembrar que a decoração original da abóbada e a parede do altar já não existem mais, mas, como evidências deste refinamento os grandes painéis permanecem nas laterais e contam as histórias do Antigo e do Novo Testamento com seus respectivos protagonistas. Cristo e Moisés, o Messias e seu precursor, “olham” um para o outro e parece “conversar” um com o outro nas duas paredes. É um espetáculo da arte! O batismo de Jesus corresponde à circuncisão do filho de Moisés, e as tentações de Moisés se mostram diante daquelas de Cristo.

5) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? CONHEÇA SUAS PINTURAS

É possível observar também a passagem pelo Mar Vermelho, onde há uma alusão à vocação dos apóstolos. As pinturas que não existem mais, portanto, são: a Assunção da Virgem Maria (no altar ao centro), à esquerda A Salvação de Moisés das águas do Nilo e à direita A Natividade de Cristo.

As pinturas ainda visíveis: do lado longo à esquerda, Circuncisão do filho de Moisés, As tentações de Moisés, A passagem do Mar Vermelho, Moisés recebendo as Tábuas da Lei, A punição dos rebeldes e Os últimos atos da vida de Moisés. Lado longo, à direita: O Batismo de Cristo, As tentações de Cristo, A vocação dos apóstolos, O discurso da montanha, A entrega das chaves a Pedro, A última ceia e a Crucificação. Em frente ao altar ficam as imagens dos Anjos e demônios que competem pelo corpo de Moisés e da Ressurreição de Cristo. Essas cenas foram repintadas no século XVI e se apresentam de forma impecável.

O Renascimento

O Papa Sisto IV morreu em 1484 e, com certeza, sabia da herança que deixou para trás. Em 1503, foi eleito o Papa Júlio II, sobrinho de Sisto, e tão ambicioso quanto seu tio. Infelizmente, para deixar sua marca, ele precisaria “apagar” algumas marcas de seu tio. O teto com seu “céu estrelado” já era “ultrapassado”, de gosto duvidoso (!) e surgia então o Renascimento. Era preciso modificar, não apenas a perspectiva e a proporção, mas abordar assuntos que começavam a surgir nas rodas culturais, como mitologia. O melhor artista da época que reunia em seus trabalhos pintura, arquitetura e poesia era Michelangelo Buonarroti, um jovem talento criado nos jardins de Lorenzo, o Magnífico.

6) Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? MICHELANGELO E A CAPELA

Michelangelo já havia realizado a obra Pietà, no Vaticano, e outras pinturas nas casas de comerciantes ricos em Florença. Eis que foi ele o escolhido para renovar a Capela, era ele o único artista que seria capaz de renovar o teto da Sistina de forma única. E assim foi.

As Nove Cenas do Gênesis

O relacionamento entre Michelangelo e Júlio foi marcado por momentos de paz e tranquilidade que se mesclavam com momentos de histeria e brigas. Michelangelo aceitou, em 1508, realizar nove cenas do Gênesis, junto com as figuras de profetas, sibilas e ancestrais de Cristo. Júlio tentou, de todas as formas, contratar ajudantes para Michelangelo que, todas as vezes, recusou. A superfície era vasta curvatura do teto causava problemas de distorção ótica para quem a via de perto e para quem a via de longe, ou seja, seria um trabalho quase infinito, sem contar a imensa altura, que exigiria andaimes colossais, pesados e difíceis de movimentar.

Por ser uma obra gigantesca, Michelangelo foi rápido: terminou tudo em 1511. As primeiras cenas que Michelangelo pintou foram as últimas da ordem narrativa cronológica dos fatos. À medida que o trabalho avançava, o artista simplificava as pinturas, deixando de lado detalhes. Com um conhecimento incrível de arte, técnicas de pinturas e de arquitetura, Michelangelo desenvolveu um andaime móvel, o que reduziu drasticamente os custos e o tempo de trabalho.

O Teto de Michelangelo

Do ponto de vista figurativo, o teto todo “fala” do corpo humano, ostentando sua força, beleza, capacidade expressiva e sua poesia. A paisagem natural e o fundo arquitetônico estão completamente em segundo plano, mas em harmonia. As cores são vivas e brilhantes, impressionantes. Michelangelo retratou o seguinte: na faixa do centro, do altar até a parede dos fundos, estão cenas do Gênesis sendo: Deus separa a luz das trevas, Deus cria o sol e a lua, Deus separa a terra das águas, A criação de Adão, Deus cria Eva, Pecado original, O sacrifício de Noé, A inundação universal e A intoxicação de Noé.

Nas faixas externas ficam os profetas: Profeta Jonas, Jeremias, Sibila da Líbia, Sibila da Pérsia, Profeta Daniel, Ezachiele, Sibila Cumana, Eritrea, Profeta Isaías, Joel, Sibila Délfico e Profeta Zacarias. Já nos triângulos nas janelas aparecem os Antepassados de Cristo, sendo que, nos cantos, surgem: A punição de Adão, A cobra de bronze, Davi e Golias e Judith e Holofernes.

A Cena do Juízo Final

Chegamos a um ponto onde Michelangelo é um homem de sessenta e um anos, mas ainda ativo. Entra em cena o Papa Paulo III e ele quer renovar completamente a parede do altar. Apesar da idade, Michelangelo aceita a encomenda e logo já está na Capela novamente. A Assunção da Virgem e as duas primeiras cenas dos ciclos de Moisés e Cristo desaparecem das paredes do altar e é pintada a fantástica cena do Juízo Final. São anos complexos, pois coincidiu com a Reforma Protestante, o que fez do “mundo cristão ocidental” repensasse tudo em termos religiosos. A era do Renascimento acabou e cedeu seu lugar a obras mais “modernas”.


Assista a esse vídeo sobre Michelangelo: O Juízo Final!


A Renovação do Estilo de Michelangelo

Michelangelo, então, encara, entre 1536 e 1541, o desafio de “renovar” seu estilo. No centro, surge Cristo erguendo o braço direito, parece dar impulso e vida ao movimento. Ele se apresenta como um juiz, mostrando as feridas das mãos e, ao lado, aparecem as escrituras. Ao lado dele surge Maria, que parece se afastar, mas que observa aqueles que a invocam em seu papel de mediadora.

Ao redor deste núcleo central aparece a multidão dos Santos mártires, aqueles que conquistaram seu lugar de direito no paraíso por pregar a fé de Cristo. Muitos deles mostram o objeto com o qual foram mortos ou torturados, aqui, o instrumento da morte se torna um instrumento de salvação e foi uma ideia genial que só prova o quão Michelangelo conseguiu “renovar” suas ideias, essas imagens ficam sob os anjos que tocam as trombetas para despertar os mortos.

A Representação dos Mortos

Os mortos são despertados e representados aqui de forma mágica: “saindo” dos túmulos no canto inferior esquerdo. É possível ver que alguns se destacam, enquanto outros são “atraídos” pelo poderoso poder da oração. No canto inferior direito da parede podemos observar o movimento oposto daqueles que não são salvos: demônios arrastam os corpos para baixo e os levam até o inferno, clara citação de Dante. Para completar, podemos ver as lunetas acima, e os anjos que mostram e carregam os instrumentos da paixão na glória, a mensagem, toda, da pintura é: o sacrifício de Cristo é necessário para a salvação do homem.

Curiosidade

Devido a posição que ele pintava, Michelangelo desenvolveu sérios problemas de vista e problemas nas costas, o que lhe causava dor e incomodo.

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Hospedagens que aconselho perto do Centro Histórico

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Hospedagens que aconselho perto da Região de San Giovanni

Para quem deseja encontrar alternativas mais econômicas em áreas tranquilas, mas ao mesmo tempo perto dos meios de transporte para o centro, sugiro a região de San Giovanni ou do Monti (perto das estações de metrô San Giovanni, Castro Pretorio e Circus Massimo) – que é um bairro mais residencial; portanto, mais econômico e tranqüilo! E com apenas 15 minutos de metrô estará no centro também!

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Hospedagens que aconselho perto da Cidade do Vaticano

Uma zona interessante para se hospedar e um pouco mais econômica que o centro histórico é a zona do Vaticano (Museus do Vaticano) que está muito bem conectada com tudo.

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Hospedagens que aconselho perto da Estação Termini

Para quem prefere ficam em bairros que tenham um bom acesso ao resto da cidade e com um preço melhor, então deve escolher uma acomodação nas intermediações da Estação Termini (de onde parte uma densa rede de meios públicos de transporte, que serve tanto o povo local quanto os turistas).

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Hospedagens que aconselho em Trastevere

Para quem prefere “saborear” a Roma autêntica e característica, não há nada melhor que reservar um hotel no Trastevere (nos arredores do histórico rio da cidade), pleno de história e tradições tipicamente romanas, conhecido pelas ruas tortuosas de pedras sampietrini e pelos centros habitacionais em estilo medieval.

O bairro fica no centro histórico e à direta do rio Tevere, em meio a uma paisagem espetacular, onde cada visitante pode observar as inúmeras igrejas e praças (como a de Santa Maria in Trastevere). Além disso, este bairro oferece vários restaurantes locais e cantinas para quem deseja experimentar a típica culinária romana.

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Conclusão

Uma Análise Detalhada da Capela Sistina? A Capela Sistina possui um valor inestimável! É, sem dúvida, uma das obras de arte mais importantes e belas da Itália e, claro, de Michelangelo. E se mesmo assim você se sentir inseguro ou não tem tempo, e precisa de ajuda para organizar sua viagem, não hesite em me procurar ! Vou adorar ajudar você a realizar sua tão sonhada viagem para a Itália. E como posso fazer isso? Continue lendo esse post até o fim e você entenderá como facilitamos a sua vida e a sua viagem;)

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